Literatura

Marcha nupcial

Lá está ela olhando para mim. Meu coração descompassado, pensei que perderia os sentidos. O brilho que emana do seu vestido não conseguiu ofuscar o brilho dos seus olhos. Não posso imaginar minha vida sem ela. Nem sequer me lembro de como era antes de conhecê-la. Eu não vivia, apenas existia. Ela dá os primeiros passos ao som de uma linda música que no momento não consigo dizer qual é, visto que meus sentidos estão desorientados pela emoção de vê-la se aproximar. Ela é segura, altiva e foi assim que a vi pela primeira vez.

Foi na sorveteria quando os dois, sincronizados sem intenção, pedimos sorvete.

Sentimos o estremecer de nossos corpos e o retumbar de nossas almas.

Ficamos suspensos por uns instantes. Como um rei fui atendido primeiro. Que sorte! Pois foi somente para lhe entregar o sorvete com as próprias mãos. Quem escolhe sorvete de menta quando se tem chocolate? Estávamos destinados, mas não sabíamos. Ela está chegando, minhas mãos estão suadas e já consigo ouvir a marcha nupcial tocando e enchendo a igreja com o som forte, assim como ela enche minha vida com seu sorriso. Sim, ela diz e logo repito, sim.

Beijo-a. Felizes para sempre.

 

Nilsa M. Souza, poetisa, autora do romance Quando se (des)encontra o Amor, pela Cartola Editora e contos em diversas Antologias. Previsto, ainda para esse ano, lançamento de seus dois livros de poesias. Atriz formada pelo

Teatro Escola Macunaíma, atuou como atriz em algumas peças com o Grupo de Teatro Os Inoportunos. Formada em Letras pela Instituição Faculdades Integradas Teresa Martin (FATEMA).

Durante três anos manteve seu blog Letras Poéticas, onde publicava suas poesias e crônicas.

Contatos:

Twitter: @nilsamaria

Instagram: @nilsamsouza

Imagens: Divulgação

Mais em: Nilsa M. Souza

 

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