Literatura

Encontro macabro

Ela saiu do carro e bateu a porta. Ele não entendeu o que havia de errado. Estavam em um ótimo início de encontro e como prometido ele a estava levando para um jantar romântico. Será que ele havia dito algo que a magoou de alguma maneira?
— Oi, está tudo bem?
Nenhuma resposta. Ela simplesmente continuava a andar. Então, ele encostou de leve em seu braço, na esperança que ela parasse e explicasse.
— Ei, o que há de errado? Eu fiz alguma coisa que te magoou?
Ela parou e deixou que ele visse seu rosto cheio de lágrimas. Aquilo o apavorou. Ele franziu a testa e emudeceu. Pelo visto era bem pior do que ele imaginava. Esperou.
— Não é você. Sou eu.
Aquilo soou muito esquisito. Se ela queria dar o fora nele não precisava ter saído para jantar. E além do mais nem ao menos haviam entrado no bistrô. Estavam do lado de fora com uma plateia os espiando.
Ela chegou de mansinho. Colocou a mão em seu rosto.
— Eu sinto muito. Achei que estava livre da maldição. Se meu namorado, no primeiro encontro, me trouxer nesse lugar, ele morrerá.
Não houve tempo, pálido, caiu morto.

Nilsa M. Souza

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