Saúde

Dia Mundial da Artrite Reumatoide: tratamento previne complicações e melhora qualidade de vida

A doença atinge milhares de brasileiros e pode levar a deformidade e erosões nos ossos, caso não receba a devida atenção.

A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória e autoimune, caracterizada pelo ataque do próprio corpo às articulações, especialmente em mãos, punhos e pés. Há uma estimativa de que ela esteja presente na vida de mais de 2 milhões de brasileiros. Uma pesquisa realizada em 2020 pelo Ibope Inteligência, a pedido da Pfizer Brasil, revelou que apenas 47% dos 2 mil entrevistados buscam orientação médica ao sentir os sintomas da patologia. A automedicação e o adiamento para o início do tratamento também destaca-se com 40% em cada uma dessas situações.

De acordo com a reumatologista Cristiane Castedo, do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, a Artrite Reumatoide (AR) não tem cura, porém, o tratamento pode auxiliar na qualidade de vida dos pacientes. “Caso não seja tratada, essa inflamação ao longo do tempo vai levando a uma destruição da articulação, e, consequentemente, a deformidades”, explica a médica.

A doença é mais comum em mulheres de faixa etária entre 40 e 60 anos de idade, mas também pode acometer crianças, com a chamada  Artrite Idiopática Juvenil (AIJ). Apesar da AR ter um componente genético, isso não explica toda a causa da patologia. Geralmente a doença está associada a algum gatilho infeccioso, problemas bucais, forte estresse emocional ou fatores não identificados.

O tabagismo também é outro gatilho influente. De acordo com um estudo da Brigham and Women’s Hospital, publicado na Arthritis & Rheumatology, a exposição passiva ao tabagismo na infância aumentou em 75% o risco de desenvolvimento da artrite reumatoide nas mais de 90 mil participantes da pesquisa.

O Diagnóstico da AR pode ser feito por um ruematologista que avalia o nível de inflamação no exame de sangue, pela contagem do número de articulações inflamadas, por exame físico ou de imagem e também por alguns exames específicos.

A doutora Cristiane Castedo conta que atualmente existe uma gama de medicações via oral, intravenosas e subcutâneas que conseguem controlar a atividade da doença, levando em conta cada caso. “O tratamento é bem individualizado, é preciso olhar tanto a inflamação em si, como para outras coisas que a artrite pode causar. As medicações imunossupressoras controlam a autoimunidade e a inflamação excessiva que o próprio organismo gera”, explica a reumatologista.

Complicações

A artrite reumatoide não é uma doença exclusiva das articulações, ela também pode causar lesões nos olhos, pulmões, pele, e resultar no aparecimento de  nódulos e úlceras na pele. Porém, a sinovite, inflamação da membrana que recobre a articulação, é o principal problema associado à doença. “Essa condição vai levando a um ambiente ácido, que causa  a degradação do osso, ficando com erosões e deformidades”, diz a reumatologista.

A AR já foi associada ao risco para osteoporose, tanto pelo uso de corticóide como pela própria inflamação, por isso é recomendado que o paciente faça ingestão de níveis adequados de cálcio, vitamina D e realize atividades físicas dentro de suas possibilidades.  A doença também aumenta o risco de problemas cardiovasculares, então recomenda-se o acompanhamento com cardiologista.

A Dra Cristiane, ressalta que deve haver atenção sobre alguns sintomas, como sentir o corpo rígido pela manhã, após uma noite de sono. “Essa rigidez pode durar trinta minutos, uma hora, às vezes até mais de três horas. É algo que deve chamar a atenção, principalmente se a rigidez for prolongada”, recomenda a reumatologista.

Sobre o Hospital São Francisco de Mogi Guaçu

Com mais de 30 anos de história, o Hospital São Francisco teve seu início em 1986 com um grupo de médicos que partilhavam do mesmo objetivo de criar um hospital moderno, com equipamentos inovadores e aliado a um atendimento de qualidade que preza pelo conforto e bem-estar de seus pacientes. O projeto inicial com 35 médicos-sócios hoje conta com mais de 100, além dos mais de 700 funcionários, 7.500 atendimentos no pronto atendimento e as 600 cirurgias realizadas mensalmente.

Imagens: Divulgação – Foto abertura Toralf Thomassen no Unsplash

Mais em: Hospital São Francisco e VIRA Comunicação

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