Saúde

Coronavírus: hospitais e indústria farmacêutica brasileira se preparam para chegada do vírus

Diante do aumento da demanda do continente Asiático por máscaras de proteção para doenças respiratórias, nenhum dos quatro maiores fabricantes do produto possui máscaras à disposição para exportar e as companhias aéreas que atendem a rota do Brasil para a Ásia estão com espaço limitado.

Com mais de 43 mil casos confirmados de Coronavírus, o número de mortos já ultrapassa os 1 mil. Mesmo com 99% dos casos concentrados na China, a OMS categorizou a situação como uma ameaça muito grave para o resto do mundo, o que deixa diversas nações em alerta. No Brasil, mesmo sem nenhum caso confirmado, atualmente são sete suspeitos, o Governo Federal destinou mais de 11 milhões para ações de enfrentamento à doença. A preocupação também ocorre em órgãos privativos, de acordo com fontes do Hospital Israelita Albert Einstein, foram intensificadas importações para se preparar para a chegada do Coronavírus.

Segundo Jackson Campos, Head de Pharma & Healthcare, da Asia Shipping Brasil , diante do aumento da demanda do continente Asiático por máscaras de proteção para doenças respiratórias, nenhum dos quatro maiores fabricantes do produto possui máscaras à disposição para exportar e as companhias aéreas que atendem a rota do Brasil para a Ásia estão com espaço limitado para embarques antes de 16 de fevereiro, e aquelas que ainda têm algum espaço estão cobrando altas tarifas para o trajeto, o que inviabiliza o envio em alguns casos.

Além do problema para o envio de produtos farmacêuticos para auxiliar na contenção da epidemia na Ásia. As empresas farmacêuticas de todo o mundo se preocupam com os insumos que são produzidos naquele continente e não estão sendo enviadas. No Brasil, por exemplo, 95% das matérias-primas utilizadas na produção de produtos farmacêuticos são importadas e os problemas no comércio exterior preocupam, afirmou Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, durante encontro afim de discutir os riscos de uma pandemia no Brasil com médicos, autoridades, empresas associadas e o público.

Marco Antonio Stephano, médico e membro titular da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, reafirma a importância de se utilizar máscaras, evitar aglomerações e adotar medidas básicas de higiene, como lavar as mãos e fazer o uso do álcool em gel com frequência. Ele também explica que o tratamento médico está focado nos sintomas decorrentes da infecção, pois ainda não existem medicações destinadas ao combate dessa mutação do coronavírus.

“Com escritórios em 39 localidades pelo mundo, a Asia Shipping está tomando todas as medidas para prevenção à doença, orientando clientes, colaboradores e parceiros sobre como evitar contato com doenças respiratórias, além de boletins diários sobre o cenário do comércio exterior na Ásia”, finaliza Jackson Campos.

Imagem: Divulgação

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