Cultura

SESC-Campinas evidencia reflexão sobre a luta dos povos indígenas

Com rodas de conversa, apresentações artísticas e momentos de convivência, programação faz parte do Abril Indígena, campanha para conscientização e incentivo ao respeito às diferenças. Filme do dia 11/4 terá áudio descrição.

O Sesc São Paulo apresenta o ABRIL INDÍGENA, que este ano, traz como assunto principal a luta dos povos indígenas por seus territórios, a fim de promover o respeito à diferença. Esta iniciativa busca não somente possibilitar que público tenha contato com a alteridade e a diversidade relativas a diversos povos, mas, principalmente, perceba os indígenas como ativos cidadãos brasileiros, potentes defensores de direitos que visam à construção de uma sociedade mais equitativa, democrática e humana.

A Ação em Rede Abril Indígena incentiva a construção de uma sociedade cada vez mais consciente de sua heterogeneidade. São mais de 300 atividades nas 39 unidades do Sesc espalhadas pela capital paulista, interior e litoral, que convidam o público a se aproximar da temática e validam a importância da troca de conhecimento.

Para o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Miranda, o preconceito pode ser atribuído à falta de conhecimento sobre as questões que circundam as comunidades indígenas, por isso é necessário debater sobre o assunto. “A iniciativa do Sesc é uma forma de reafirmar a importância existente nos intercâmbios culturais, cujos desdobramentos são capazes de oferecer arranjos legitimados pelo respeito às diferenças”, afirma.

A programação do Sesc Campinas, com o apoio da Virada Sustentável Campinas 2019 (viradasustentavel.org.br),  traz três atividades como destaque: debate a partir do filme Piripkura sobre a garantia dos direitos dos índios isolados no Brasil (dia 11, às 19h) com áudio descrição; encontro com Kariri-Xocó (dia 13, às 14h30) – que estão localizados na região do baixo São Francisco, no município alagoano de Porto Real do Colégio, cuja sede fica em frente à cidade sergipana de Propriá – com danças, cantos, bate-papo e pintura corporal, conversa sobre como funciona a demarcação das terras indígenas e passeio ao Sítio do Sol, réplica de uma aldeia e por fim a reflexão Como As Terras Indígenas Protegem a Biodiversidade (dia 14, às 15h), com a presença de Joana Cabral de Oliveira, Pedro Delante e Karen Shiratori. Todas as atividades são gratuitas e abertas a todos os públicos.

SERVIÇO

Em caso de necessidade operacional ou razão de força maior, horários, datas, locais, entre outros, poderão ser alterados ou cancelados.

 

QUINTA-FEIRA (11/4)

PIRIPKURA
(Brasil; 2018; 82 min; Direção: Renata Terra, Mariana Oliva, Bruno Jorge). Filme seguido de debate sobre os povos indígenas isolados no Brasil e a garantia de seus direitos. Exibição e bate-papo com a diretora Renata Terra e mediação de Karen Shiratori. Com áudio descrição.

Dia 11, quinta, às 19h.

Teatro. GRÁTIS. 10 anos.

Retirada de ingressos a partir das 17h no dia da atividade.

 

SÁBADO (13/4)

ENCONTRO COM A DÉ RADÁ

Com Kariri-Xocó. Dé Radá, que significa Mãe Terra. O cacique Pawanã e o Grupo Sabuká apresentam danças, cantos, bate-papo e fazem pintura corporal.

Dia 13, sábado, das 14h30 às 17h30.
Espaço Arena. GRÁTIS. Livre.

 

DOMINGO (14/4)

COMO AS TERRAS INDÍGENAS PROTEGEM A BIODIVERSIDADE?

Joana Cabral de Oliveira, Pedro Delane e Karen Shiratori. Reflexões sobre como funciona a demarcação das terras indígenas e a importância de sua proteção para a conservação.
Dia 14, domingo, das 15h às 17h.
Jardim do Galpão. GRÁTIS. Livre.

Imagens: Divulgação – Acervo Oficial do site Tenode Pora, Verena Hauschild e BrunoJorge.

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