Com promessa de retorno financeiro e impacto ambiental positivo, modelo cresce no Brasil e desperta interesse de quem busca unir lucro e responsabilidade.
Com os aumentos recorrentes na conta de luz e a urgência das mudanças climáticas batendo à porta, não é difícil entender por que tanta gente tem olhado com mais atenção para as fontes renováveis. Nesse cenário, um termo tem ganhado espaço nas conversas sobre energia e investimento: a fazenda solar.
Na prática, uma fazenda solar é um grande terreno equipado com dezenas ou até centenas de painéis fotovoltaicos, voltados exclusivamente para captar a luz do sol e transformá-la em eletricidade. Essa energia pode abastecer casas, empresas e até indústrias. Em muitos casos, os consumidores nem precisam ter painéis em casa – podem apenas alugar uma parte da produção da fazenda e, assim, economizar na conta de luz.
Esse modelo vem crescendo no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), divulgados em janeiro de 2024, o país ultrapassou a marca de 37 gigawatts (GW) de potência instalada em energia solar.
Desse total, 6,4 GW são provenientes de usinas maiores, como as fazendas solares. Desde 2012, o setor já movimentou mais de R$ 150 bilhões em investimentos, com base em registros da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Mas será que vale a pena investir? A resposta depende de vários fatores. Primeiro, o custo. Montar uma fazenda solar exige capital: uma estrutura de médio porte pode custar entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, segundo levantamento do blog da TAB Energia, atualizado em março de 2024.
O tempo de retorno costuma variar de cinco a oito anos, dependendo da escala, da localização e do modelo de negócio escolhido. Ainda assim, a atratividade do setor é real. Um estudo da consultoria Greener, feito em 2023, com mais de dois mil profissionais da área, apontou que 76% dos entrevistados consideram os investimentos em geração compartilhada – como é o caso das fazendas solares – seguros e com grande potencial de crescimento.
E não é só o bolso que agradece. A geração de energia solar ajuda a reduzir a emissão de gases do efeito estufa. A Agência Internacional de Energia (IEA) calcula que, em 2022, a energia solar evitou a emissão de 1,5 bilhão de toneladas de CO2 no planeta – quase o mesmo volume de poluição emitido por todos os países da União Europeia no ano inteiro.
Ou seja, uma fazenda solar nada mais é do que um grande espaço destinado à captação de energia solar, com potencial para beneficiar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, gerar lucro. Para quem pensa no futuro – financeiro e climático –, pode ser um investimento promissor, desde que feito com análise e responsabilidade.
Imagem: Divulgação
Mais em: Órigo Energia e Conversion