Saúde

Dia Mundial de Combate a Hanseníase atenta a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença

De fácil tratamento, ela deve ser curada em seus estágios iniciais para não trazer sequelas permanentes ao paciente.

No último domingo de janeiro, 30/01, é celebrado o Dia Mundial Contra a Hanseníase, data instituída pela Lei no 12.135/2.009, que tem como intuito alertar a população sobre os perigos da doença em seus níveis mais avançados. O Brasil apresenta a segunda maior incidência desta patologia no mundo, ficando atrás apenas da Índia, e estados como Norte e Nordeste possuem a maior quantidade de casos registrados no país. Seu tratamento é realizado por um dermatologista e deve ser feito ao diagnosticar os primeiros sintomas no paciente.

A hanseníase, também conhecida como lepra, é causada por uma bactéria chamada de Mycobacterium leprae, também conhecida como bacilo de Hansen, e pode ser desenvolvida, de acordo com a imunidade do paciente, de duas formas: multibacilar e paucibacilar. Seu diagnóstico é clínico, através da avaliação da pele, que pode apresentar algumas lesões rosadas, esbranquiçadas, além da alteração da sensibilidade ao calor, frio e ao tato, e a sensação de formigamento nas extremidades do corpo. Para confirmar a doença, é possível fazer a baciloscopia ou uma biópsia da pele também.

Sobre a necessidade de isolar o enfermo, a doutora Lara Fileti, dermatologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, explica que não é necessário fazer isso. “A maioria das pessoas já teve contato com o bacilo de hansen e desenvolvem uma imunidade natural contra ele”, comenta a médica.

Entretanto existem pessoas que podem transmitir a hanseníase por possuírem a patologia em seu estado multibacilar, mas para que a doença seja transmitida, é necessário um contato prolongado com o doente, portanto é mais comum que ela seja propagada entre os familiares. “É necessário tomar cuidado com o contato com secreções de vias áreas, como saliva, tosse e secreção nasal, que são as principais formas de transmissão. Nos pacientes contactantes, também existe a vacina BCG (Bacilo de Calmette & Guérin) para diminuir suas chances de contágio”, explica a médica.

Seu tratamento é realizado por antibiótico, disponibilizado pelo SUS, e logo após a primeira dose dele, a doença não é mais transmissível, por isso a importância do diagnóstico precoce. “Não existem grandes avanços no tratamento, ele é antigo, mas efetivo. A hanseníase é relativamente fácil de se tratar, tem cura, e desde que diagnosticada precocemente, ela não deixa sequelas”, conclui a dermatologista.

Imagens: Divulgação – Foto abertura Towfiqu barbhuiya no Unsplash

Mais em: Hospital São Francisco e VIRA Comunicação

Imagem: DivulgaçãoHospital São Francisco de Mogi Guaçu

Mais Acessadas

To Top