Professora e poliglota brasileira-americana, Cris Vieira, explica porque esses erros ocorrem e como minimizá-los.
De acordo com um levantamento feito pela British Council e pelo Instituto de Pesquisa Data Popular, apenas 5% da população brasileira consegue se comunicar em inglês, e destes, apenas 1% apresenta algum grau de fluência. Exemplo disso é que o Brasil ocupa o 41o colocado no ranking global de fluência em inglês, de 70 países, ficando abaixo de outros países latino-americanos como Equador, Chile, Peru e México. Os Brasileiros também estão dentre os que mais têm dificuldade de soltar o seu inglês, mesmo depois de terem estudado o idioma por anos.
O inglês utiliza o mesmo alfabeto romano que o português, porém seus sons são específicos da fonética inglesa, e as vogais são muito mais desafiadoras para os brasileiros. E mesmo assim, o inglês continua a ser ensinado como se sua pronúncia fosse baseada nos sons do português.
É muito importante que o falante de inglês entenda como fazer os sons corretos, aprendendo até através de uma comparação com o português. Sem o registro correto do som, o aluno, naturalmente, vai “aportuguesar” o inglês e, consequentemente, causar confusão na comunicação. Já quando ele entende como produzir o som correto, ele se comunica melhor e os ouvidos se abrem para entender melhor, pois fica mais fácil identificar um som que o aluno sabe que existe.
Além disso, de acordo com a professora e poliglota, Cris Vieira, os alunos tendem a “correr” com a palavra, e falam mais rápido para que a dúvida na pronúncia não seja percebida. Entretanto, ao cortar sílabas e acelerar a fala, eles confundem mais ainda o falante nativo de inglês, já que as palavras não saem completas.
Outro erro muito comum dos brasileiros, por não saberem a pronúncia, é pausar a fala depois de cada palavra, cortando o fluxo natural da comunicação.
A professora explica que um dos erros mais comuns é pronunciar as vogais curtas erroneamente. Ex: Na palavra LIVE – Falar “liiv” quando o som correto seria “lêv”; não alongar as vogais longas como em “go”, “no”, “home”; não saber distinguir entre os sons curtos e longos das vogais. Beat (longo) x Bit (curto).
Existem meios de minimizar os erros que acabam acontecendo quando conversamos no idioma, um deles é aprender a pronúncia do inglês da maneira correta. “Idiomas são, antes de mais nada, habilidades de fala. Infelizmente, o inglês sempre foi tratado nas escolas apenas como mais uma “matéria” que precisa ser cumprida. Quando somos alfabetizados no português, já chegamos na escola sabendo falar, pois já tínhamos sido expostos aos sons desde bebês, portanto focamos na gramática e estrutura. Mas e o inglês? Como podemos ter aulas de inglês e desenvolver a fala se não nos ensinam o registro sonoro? Não é à toa que os alunos estudam anos, mas na hora que precisam se comunicar com o nativo, ninguém os entende.” argumenta a poliglota.
Para ensinar a pronúncia certa no inglês, Cris Vieira criou um método próprio e fundou a American Ways, empresa que tem como principal diferencial o desbloqueio da fala do aluno por meio da descoberta dos sons do inglês, traçando um paralelo entre como as línguas inglesa e portuguesa são aprendidas desde a infância, já que as duas línguas precisam de abordagens diferentes no ensino.
Sobre Cris Vieira:
Cris Vieira, é mestre em Advertising & Marketing pela FIT – Fashion Institute of Technology (com sede em NY), e licenciada em Língua Portuguesa e Inglesa, com especialização em Literatura Americana e Britânica pela UERJ. Poliglota e expert em pronúncia americana, morando em Nova Iorque desde 1998, é criadora do The Click Method, método que já auxiliou milhares de brasileiros em mais de 10 países na aquisição de fluência e alinhamento de pronúncia. Cris já foi tutora, inclusive, de diversos modelos, apresentadores e atores brasileiros famosos, como Monique Alfradique, Sérgio Marone, Nicolas Prattes, Tania Khalill e muitos outros.
Imagem: Divulgação – Cris Vieira
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