Literatura

Bodas de Ouro

— Quando o conheci o achei lindo, se destacava dos demais. Seu sorriso torto era um charme à parte. Ele não falava muito, mas quando ficamos a sós ele esboçou seu sorriso galanteador e me convidou para dançar. Foi naquele momento que eu soube que meu coração havia sido capturado pelo amor.
— Eu podia me destacar fisicamente, mas por dentro eu era como qualquer um. Inseguro, se tratando de garotas, mas fingia que não era. Eu a convidei porque já estava de olho nela desde a primeira vez que a vi junto com sua família no chá das cinco no salão principal do Clube dos Ingleses. Encantava-me a maneira que ela levava a mão aos cabelos para colocá-los atrás da orelha, liberando assim sua face rosada.
— Depois de mais de cinco décadas ainda me encanto com seu sorriso.
— E eu com seu gesto peculiar.
— Foram anos maravilhosos.
— Eu digo o mesmo. Fui feliz a cada momento e quero ter ainda muitos anos com você ao meu lado.
— Feliz Bodas de Ouro, meu amor — disseram em uníssono.
Beijaram-se ternamente ao som dos aplausos dos convidados que se emocionaram com a linda história de amor.

Nilsa M. Souza

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