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Bebês expostos à nicotina têm mais chance de serem fumantes

Quem fuma já sabe que o cigarro faz mal. Quem faz isso passivamente, aquela pessoa que inala a fumaça porque está perto de um fumante, também sabe que o cigarro faz mal, mas pior do que isso, muitas vezes não tem escolha, por conviver com um fumante em casa ou no trabalho.

E mesmo que o índice de fumantes tenha caído no Brasil, é importante sempre lembrar o quanto esse vício pode ser prejudicial e principalmente, que pode trazer problemas não apenas para sua saúde, mas também das pessoas que estão próximas de você, como no caso das crianças.

Uma pesquisa feita por especialistas americanos, utilizando como método camundongos machos e fêmeas para investigar os efeitos da  exposição neonatal à nicotina, trouxe argumentos suficientes para provar que, se não desejamos filhos fumantes, é melhor afastá-los do cigarro enquanto é tempo.

De acordo com os cientistas, a ingestão de nicotina induz a dependência através da neuroplasticidade do circuito de recompensa,  alterando a atividade dos neurônios dopaminérgicos da área tegmentar ventral. Ou seja, a exposição precoce à nicotina estimula o sistema de recompensa a mostrar maior suscetibilidade ao consumo de drogas na vida adulta.

De acordo com o site  CANTINHO DOS PAPAIS, a preocupação com o cigarro é realidade para muitas mães, que se dedicam a pesquisar, na internet, formas de diminuir o impacto da fumaça do cigarro em seus pequenos, principalmente quando há um fumante em casa.

Flávia Rosa tem um filho de 1 ano e 7 meses. Ela e o marido não fumam. “Não tenho problemas com fumantes em ambientes como shoppings, panificadoras, mas confesso que muitas vezes quando estamos na rua ficamos perto de fumaça. Porque as pessoas que fumam chegam perto mesmo, sem falar nas mães que fumam junto com os filhos.“

Flávia acredita que falta muita percepção ainda e respeito por parte dos fumantes. Ela concorda com a pesquisa citada acima e acredita que, deixando o filho da fumaça, pode evitar que ele também tenha algum tipo de interesse por cigarro.

Só de imaginar mamães sentadas na cadeira amamentando e um fumante entrando no mesmo ambiente, já sabemos que a cena não combina. Mesmo que os números possam trazer alívio e demonstrem alguma evolução quando o assunto é tabagismo, ainda falta muito para livrar as pessoas, principalmente aqueles que mal podem se defender, do perigo da nicotina.

Redução no número de fumantes

De acordo com o Ministério da Saúde, a tendência é a redução no  número de fumantes no Brasil. Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas mostram que em 2018,  9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%. Nos últimos 12 anos, a população entrevistada reduziu em 40% o consumo do tabaco, o que reforça a tendência nacional observada, ano após ano, de queda constante desse hábito nocivo para a saúde.

O mesmo levantamento também faz associação do tabaco com a mortalidade infantil. De acordo com a pesquisa, o tabagismo passivo causa cerca de 880 mil mortes no mundo por ano, sendo cerca de 58 mil entre crianças de 0 a 14 anos.

Imagem: Divulgação

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