Energia

Normas não podem inibir o avanço do ‘prosumidor’ de eletricidade no BRASIL

Na Ecoenergy, líder da cooperativa pioneira no país em microgeração de energia solar fará projeções para a regulação dos pequenos investidores em fontes alternativas.

Os custos de implantação cada vez menores das fontes alternativas de energia renovável acenderam a luz amarela nos operadores do mercado de eletricidade. Estaria o setor sujeito a uma transformação parecida às deflagradas pelo Uber, no campo do transporte privado urbano, e pelo Airbnb, no negócio da hospitalidade? “O receio é palpável ante as reivindicações de cobrança excessiva pelo uso da rede de distribuição”, comenta o advogado Raphael Sampaio Vale. Ele será um dos palestrantes da Ecoenergy – Feira e Congresso Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para Geração de Energia, a ocorrer entre os dias 21 e 23 de maio no São Paulo Expo.

Em sua palestra, no dia 21 de maio, o profissional fará projeções para a transição do consumidor passivo para ativo – o chamado prosumidor (produtor e consumidor de energia). “A regulação não deve ser um mecanismo para inibir no Brasil o avanço da micro e minigeração de energia através de fontes alternativas”, afirma Sampaio Vale. “É ilógico continuarmos a priorizar os investimentos em grandes centrais de geração, distantes dos centros de consumo. E em linhas de transmissão gigantescas. Pequenas e médias unidades fazem todo sentido sob os pontos de vista econômico e ambiental, e também para um mercado elétrico moderno. Não podemos continuar com um setor CLT: conservador, lento e tradicional”.

Para o palestrante, é inegável que a regulamentação do setor precisa ser modernizada – porém sempre com o objetivo precípuo de melhorar a vida do consumidor. “Não dá para aplicarmos regras iguais para um pequeno povoado no interior e para uma metrópole como São Paulo. Existem diferenças gritantes de grid, consumo e perfil dos usuários finais”, avalia. “Também temos de acompanhar as inovações. Em Bangladesh, por exemplo, algumas redes já permitem negociações peer-to-peer (P2P) – um consumidor pode vender energia diretamente a outro”.

Sampaio Vale fala com autoridade de novas modalidades de geração e distribuição de energia. Ele é presidente e CEO da Cooperativa Brasileira de Energia Renovável (Coober), iniciativa pioneira no país em cooperativas de microgeração. Na cidade de Paragominas (PA), na região amazônica, a Coober opera há quase três anos uma usina de energia solar fotovoltaica que atende a várias pessoas. Diversos estados já manifestaram interesse em replicar o projeto. “É um modelo com uma série de atrativos. Permite, por exemplo, suprir a demanda de quem não tem espaço para uma instalação própria de painéis, como moradores de prédios”.

SERVIÇO

Ecoenergy 2019

Palestra: Regulação do prosumidor (produtor e consumidor de energia) no mundo: estágio atual e projeções. Raphael Sampaio Vale, CEO| COOBER – Cooperativa de Energia Renovável. Data: 21 de maio | Horário: 11h às 12h.

Data: 21 a 23 de maio Horário: 13h às 20hLocal: São Paulo Expo Exhibition & Convention CenterRodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo/SP http://feiraecoenergy.com.br/16/

Sobre a Cipa Fiera Milano

A Cipa Fiera Milano, filial brasileira da Fiera Milano, um dos maiores players de feiras e congressos do mundo que a cada ano atraem aproximadamente 30 mil expositores e mais de cinco milhões de visitantes, tornou-se sócio majoritário da Cipa do Brasil em 2011, dando origem à Cipa Fiera Milano. No Brasil, são realizadas nove feiras que representam os mais diversos segmentos da economia, como segurança, energias limpas e sustentáveis, tubos e conexões, cabos e fios, saúde no trabalho, tratamento de superfícies, esquadrias, tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, entre outras. Entre as principais marcas do portfólio estão Exposec, Fisp, Fesqua, Ebrats, Ecoenergy e Reatech.

Imagem: Divulgação – Shuzenji, Izu, Japan – Esta usina solar de 0.603 MW, inspirada no Projeto de Realidade Climática, foi construída no Japão com a ajuda e o apoio de muitas pessoas e organizações, incluindo o governo japonês e a TEPCO. Em 8 meses de operação, mais de 1000 árvores de CO2 foram absorvidas. O Monte Fuji (Patrimônio da Humanidade) é visível do drone, mas não do local e vice-versa. Esta usina foi construída para lidar com as mudanças climáticas devido ao aquecimento global induzido pelo homem e para diminuir os reatores nucleares após Fukushima. (Citação: Meu não-materiais de carbono fossilizado para construir o elevador espacial, não para queimar.) / Foto Mark Merner no Unsplash.

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