A competição reuniu em São Paulo os principais atletas paralímpicos do país, reforçando o destaque do Brasil no cenário internacional da modalidade.
Com apenas 13 anos, o paratleta Davi Miguel Bernardo da Cruz, que representa Campinas, conquistou a medalha de prata no Campeonato Brasileiro Paralímpico de Tiro com Arco, realizado na semana passada, em São Paulo. A competição reuniu os principais atletas paralímpicos do país, reforçando o destaque do Brasil no cenário internacional da modalidade.
Davi é deficiente visual e treina pelo projeto desenvolvido pela Associação dos Arqueiros de Campinas (ACAMP), contemplada pelo Fundo de Investimentos Esportivos de Campinas (FIEC), da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.
Início no esporte
O jovem atleta começou no tiro com arco no final de 2024, por meio do projeto social mantido pela ACAMP, que oferece aulas gratuitas para pessoas com deficiência. Acompanhado pela mãe, Irene, Davi treina duas vezes por semana no espaço cedido à Associação pela Escola Estadual Culto à Ciência, localizada no centro de Campinas.
Estreia e desempenho nas competições
Competindo na categoria VI, destinada a pessoas com deficiência visual, Davi fez sua estreia em torneios em 2025, durante uma etapa do Campeonato Brasileiro Indoor, com o alvo posicionado a 18 metros do arqueiro. Já no Campeonato Brasileiro Paralímpico, o desafio foi ainda maior: os disparos foram feitos a 30 metros de distância.
A competição contou com 11 atletas e foi dividida em duas fases: classificatória e eliminatória. Davi terminou a fase inicial em 3º lugar e avançou até a final, garantindo a medalha de prata. Ele perdeu apenas para Gustavo Araújo, campeão parapan-americano de tiro com arco em Santiago, no Chile (2022).
Categoria e adaptação
No Campeonato Brasileiro Paralímpico, todos os atletas competem na categoria adulta, com divisões específicas de acordo com o tipo de deficiência. A exceção é a categoria VI, em que homens e mulheres competem juntos.
Para atingir o alvo, Davi e outros arqueiros com deficiência visual utilizam uma mira tátil, posicionada à frente do atleta, que indica a direção correta por meio do toque na mão que segura o arco. Cada competidor é acompanhado de um auxiliar, responsável pelos ajustes da mira, recuperação das flechas e registro das pontuações.
Imagens: Divulgação – Foto abertura, Davi é deficiente visual e treina pelo projeto desenvolvido pela ACAMP.
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